De Portland para Seattle, você pode optar por fazer o percurso mais rápido de 3 horas, ou passar quase 9 horas na estrada se aventurando por uma paisagem incrível no extremo norte do país. Inspirados por Crepúsculo – agradecerei eternamente aquela terrível sequencia de filmes pela ideia -, decidimos ir até a cidade de Forks e, de lá, seguir para a terra do grunge.

Antes de Forks, encontramos Aberdeen, cidade natal de Kurt Cobain, que não tem nada de mais – nem sinal bom de celular e internet – além de um parque pequeno com o monumento de uma guitarra homenageando o vocalista do Nirvana.

Ao sair de Aberdeen, pegamos o litoral e passamos pela Quinault Reservation e a Olympic National Forest. Em alguns trechos da estrada, a impressão era de que os carros seriam engolidos pelos muros densos de árvores, que, quando atravessados em alguns momentos, abriam espaço para praias completamente desertas e cercadas por rochas e troncos de árvores ou lagos imensos de água cristalina.

O clima da época, frio, cinza e chuvoso, combinava perfeitamente com a melancolia solitária do lugar – ou mesmo relembrava os momentos de sofrimento de Bella quando achou que tivesse perdido Edward, em Lua Nova – o segundo filme.

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A estrada, no fim das contas, é bem melhor que a cidade. Forks é minúscula e basta chegar no serviço de informações ao turista para perceber como tudo gira ao redor do sucesso literário e cinematográfico dos vampiros brilhantes ambientados e gravados ali; são bonecos constrangedores em tamanho natural dos atores, souvenires e tudo o que você quiser saber sobre a saga. Isso pareceu ser o mais pitoresco e consequentemente o mais interessante do lugar.

Dica amiga: em Forks, vale dar uma passada no Sully’s Drive-In (220 N Forks Ave), lanchonete de preço e hambúrguer honestos que fizeram a felicidade de viajantes famintos.

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