Paloma Guedes

De tudo um pouco sobre o penso, o que faço, o que falo…

Yosemite — 23/05/2015

Yosemite

Há um tempo eu vinha falando para o marido que precisávamos aproveitar algum fim de semana e ir conhecer Yosemite. O parque, que fica a umas 3h30 de Davis, sempre foi referência de um dos lugares mais lindos da Califórnia (se pá, dos Estados Unidos).

No inverno fica meio complicado de ir porque várias estradas e trilhas são fechadas por conta da neve; existem muitas restrições e precauções que devem ser tomadas. Gostamos de aventura, mas nem tanto.

Ouvimos dizer também que no verão o negócio também é complicado: o parque fica tão lotado, mas tão lotado, que é impossível aproveitar as paisagens sem praticamente entrar em luta corporal com a turistada (categoria na qual estou inclusa) por um espacinho bom pra foto.

Pois bem, aproveitamos que um amigo querido viajou e deixou o carro conosco (não pagar aluguel de carro é uma benção divina em qualquer viagem aqui – beijo Daniel!), e que um casal querido de amigos, Camila e Leandro, iria para lá de qualquer jeito, e nos jogamos estrada.

A previsão era de tempestade na noite anterior da nossa viagem. Com direito à neve e tudo. Mas, no fim das contas, fora uma chuvinha desagradável no primeiro dia e uma estrada fechada que não me deixou conhecer o Tenaya Lake, o clima não foi dos piores. Fez frio, mas com as andanças também fez calor. Tivemos paisagens bonitas nubladas e paisagens bonitas com sol.

O ideal é achar hospedagem dentro do parque, que é imenso. Mas ouvi dizer que esses hotéis e pousadas são concorridíssimos e você precisa de meses e meses de antecedência para conseguir um quarto. Portanto, as cidades próximas são a solução. E quando digo próximas, que sejam realmente próximas.

Dou um exemplo do que aconteceu: Leandro e Camila reservaram um quarto num hotel em Oakdale, pegando como referência a entrada do parque. Na verdade, da entrada do parque até Yosemite Valley, que é de onde você parte para todas as atrações legais, é quase uma hora de carro. De Oakdale até a entrada, seriam quase duas horas, por uma estrada extremamente sinuosa em montanhas altas com abismos assustadores (óbvio que nem eles e nem nós sabíamos disso quando a reserva foi feita).

Resumindo: não é um bom negócio você se hospedar tão longe – ainda mais com uma estrada difícil – principalmente se a ideia é voltar pelo menos duas vezes no parque, em dois dias diferentes.

Depois do desespero da tal estrada sinuosa – nem passamos pela tal Oakdale – paramos na primeira cidade fofa que apareceu e que, segundo o GPS, ficava a 60 quilômetros do parque. Em Gloveland desfizemos a reserva do hotel antigo e procuramos vaga em algo por ali mesmo. Pagamos, por uma diária, o preço de duas previamente reservadas. Mas sinceramente, valeu cada centavo.

Ficamos em uma casa com três quartos em um condomínio fechado. Na verdade procuramos quarto no Hotel Charlotte e a recepcionista simpática (de Davis, claro) nos ofereceu essa opção. Ela sairia pelo mesmo preço (quase 200 dólares com as taxas) que um quarto duplo em outro hotel onde perguntamos. Casa bacanuda e cheia de espaço, pra quê melhor?

Inclusive, caso você fique ou se só passar por Groveland, não deixe de dar uma paradinha no Iron Door Saloon. Desde 1852 fazendo a felicidade dos pinguços locais e turistas, parece ser o bar mais antigo da Califórnia – segundo propaganda própria – e, apesar de não ter uma comida grande coisa, o ambiente legal compensa.

A decoração é uma loucura: são notas de dólar coladas no tetos, cabeças de bichos nas paredes e um monte de tranqueiras por todos os lados. Demos sorte, já que era sexta a noite, de pegar um show ao vivo da banda The Penetrators.

Apesar da safadeza da alcunha, era mais uma simpática banda dos “nativos” de meia idade que tocava clássicos pros amigos que íam lá dançar nos finais de semana. Até eu dancei. O marido me tirou para dançar ao som de My Girl. Quem o conhece sabe que isso é um milagre. Resumindo: morri de amor e de amores pelo Iron Door.

Voltando ao Yosemite National Park, a viagem foi curta e, no total, passamos apenas um dia e meio lá. Muito pouco. Acho que o legal é ter tempo para aproveitar o máximo de trilhas que você aguentar. No meu caso, que sou sedentária, uma por dia já tá ótimo. Resumindo, uma semana seria pouco. Mas, ainda assim, foi uma experiência incrível.

As montanhas de pedras são escandalosamente impressionantes, tipo a muralha de Game of Thrones sem neve, sabe? Imensas, algumas com árvores, outras com cachoeiras… paisagens de tirar o fôlego por todos os lados.

Dentro do parque existem ônibus que levam os visitantes para vários pontos diferentes de onde você pode começar as trilhas. Pegamos um no primeiro dia e afirmo que o serviço funcionou muito bem. Não esperamos mais que 10 minutos entre um shuttle e outro.

Vale muito a pena largar o carro nos estacionamentos gratuitos e seguir esses percursos. Agora na primavera não existem muitas opções, mas no mapa vi que eles disponibilizam outras linhas no verão – provavelmente porque a demanda é maior e porque mais lugares estão liberados por causa do clima.

Para entrar no parque, pagamos 30 dólares por carro. Esse valor te dá um ingresso válido por uma semana. Dica amiga: leve toda a comida que você puder. Foi bem difícil encontrar lanchonetes e restaurantes abertos e quando encontramos, tudo custava os olhos da cara mais uma perna e dois rins. Ah, e os celulares (T-Mobile) simplesmente não funcionaram: nem sinal de telefone, nem o 4G de internet. Nadica de nada.

Outra dica super importante: Yosemite é um parque. Do tipo “cheio de natureza”. Você vai lá para fazer trilhas. Significa: andar muito, muito e muito. Portanto, não façam como eu que, temendo o frio, levei apenas meu par de botas. Não gosto, acho feio, mas não tem jeito: tem que ir com tênis de fazer exercícios. Seus pés agradecerão completamente após um dia inteiro de andanças. Digo isso, inclusive, por uma questão de segurança.

A única grande trilha que fizemos foi até a Vernal Fall, uma cachoeira incrível. Quase tive um ataque cardíaco de tanto subir e descer montanha, mas sobrevivi. Fato é que você pode chegar até o topo da cachoeira, seguindo pela lateral, por uma escadinha de pedras.

O problema é que esse caminho é molhado e botas bonitas e pouco confortáveis não têm a menor aderência para esse tipo de situação. Entenderam meu ponto? Tênis, por favor, sempre tênis.

Ah, e se você tiver labirintite, não recomendo seguir de carro até o Glacier Point, de lá ir em direção às sequóias gigantes e sair do parque pela cidade de Fresno. Eu, no banco no carona, fiquei tonta com tantas curvas nas estradas que eventualmente ficavam estreitíssimas. Sorte que o marido é bom motorista.

Fiquei maravilhada com o parque, mas frustrada porque não vi nenhum urso. Acho que vi um, de longe, enquanto estava no carro. Mas podia ser um tronco de àrvore também, vai saber, era tanta curva e tanta tontura que posso ter tido uma alucinação.

Pelo menos aprendi que, caso algum aparecesse nas áreas mais movimentadas, deveríamos fazer o máximo de barulho para espantá-lo. Mas se encontrássemos algum no meio da mata, em seu habitat selvagem, o melhor é ficar quieto e manter distância, devagar e sem barulho.

Vivendo e aprendendo minha gente. Não vi nenhum, mas me sinto expert no que tenho que fazer caso veja um urso por aí. Nunca se sabe, né?

O único urso que achei foi na loja de souvenirs
O único urso que achei foi na loja de souvenirs

Anúncios
A Astoria dos Goonies — 27/04/2015

A Astoria dos Goonies

Quando estávamos escolhendo o itinerário da viagem, eu e o marido, nascidos nos anos 80, decidimos que uma parada seria certa: Astoria, cidade onde o filme The Goonies for gravado. As aventuras do grupo de amigos em busca de um tesouro de pirata perdido em uma bucólica cidade litorânea nos Estados Unidos era sucesso da Sessão da Tarde e foi muito marcante para nós dois – mais para ele, que ainda consegue ser mais fã que eu.

De Seattle até lá são cerca de 3 horas e meia de carro, pela rodovia 101 que tem o caminho mais bonito próximo ao mar. A chegada na pequena cidade, passando pela Astoria Megler Brigde (uma ponte imensa) é deslumbrante.

Astoria é toda construída para cima de seus morros. Para ter uma visão completa do lugar, basta ir até a The Astoria Column (1 Coxcomb Dr, Astoria, OR 97103). Se você aguentar subir todos os degraus que te levam ao topo da torre, será agraciado para uma bela imagem. Vale a pena.

Na cidade, as paradas obrigatórias para os fãs dos Goonies são a casa dos Walsh (368 38th Street) – onde vale tirar fotos das placas que indicam o caminho e da fachada da casa, já que ela é residencial e proibida para turistas -, e o Oregon Film Museum (732 Duane St), que tem alguns objetos e figurinos usados no filme, TV’s com making of e a enlouquecedora loja com souvenirs.

O museu fica no prédio da delegacia usada no filme para prisão e fuga de um dos Fratelli – com o carro original e seus buracos de bala parado na porta. A casa do outro lado da rua também aparece no filme: o Flavel House Museum era o local de trabalho do pai de Mikey e Brand. É um deleite para qualquer fã que se preze.

Por falar em delegacia, enquanto estávamos olhando o carro dos Fratelli, um policial – de verdade – puxou conversa e contou várias histórias sobre uma cena do filme onde aparece a mão do irmão dele, ou quando ele era pequeno e se divertiu com os brinquedos usados na filmagem de “Um Tira no Jardim de Infância” – ADORO! – que usou a casa de um dos seus amiguinhos como locação. Simpatia. Aliás, do tipo que já estávamos acostumados a ver na Califórnia e que, pelo visto, se estende pelos outros estados da Costa Oeste.

Dica gastronônimca das boas para quem estiver na cidade: no Pig’n Pancake (323 Broadway St, Seaside, OR 97138), você encontra uma panqueca feita com banana na massa. É dos deuses. Já para quem gosta de cerveja, vale ir no Buoy Beer Company (1 8th St, Astoria, OR 97103). De cerveja não entendo nada, mas o lugar é massa. Fica em frente ao mar, tipo na orla da cidade, com decoração bem rústica e, o melhor de tudo: com uma parte do chão de vidro por onde você consegue ver uns leões marinhos preguiçosos tirando um cochilo.

Saindo de Astoria, vale dar uma passada em Cannon Beach e procurar as pedras que os personagens do filme encontram logo no início que indicam o caminho para o tesouro de Willie Caolho. Bom pros nerds e para quem sequer viu o filme, afinal, o lugar é lindo.

Roteiro para aproveitar Seattle com pouco tempo — 24/04/2015

Roteiro para aproveitar Seattle com pouco tempo

Após a incrível experiência inspirada por Crepúsculo (sem ironia, juro!), eu e o marido seguimos de Forks até Port Angeles – cidade bonitinha também citada em alguns dos filmes da saga – e de lá para Port Towsend, onde pegamos uma balsa até Hansville – ao lado de Seattle.

A terra de Jimmy Hendrix é linda e lembra muito San Francisco – é pequena, com várias ladeiras e cheia de água por todos os lados. Fui surpreendida por uma cidade organizada, repleta de obras de artes, prédios modernos e casas fofas.

A surpresa aconteceu porque eu esperava um lugar meio obscuro e decadente – talvez pelo fato de chover muito e ser sempre cinza (cenário perfeito da sombria The Killing, série que adoro) ou pela aura “grunge” de que sempre ouvi falar.

Claro que frequentando apenas os lugares turísticos – já que tivemos pouco tempo -, fica difícil fazer uma análise mais underground do lugar. Mas acho que Portland se encaixaria muito mais nesse estereótipo criado na minha cabeça do que Seattle.

Fato é que foi uma surpresa feliz. O bairro de Fremoont, cheio de cafés, restaurantes, lojas descoladas e intervenções artísticas pelas ruas é uma ótima pedida de hospedagem. Basta atravessar uma ponte para chegar ao centro movimentado da cidade.

Chegando nesse centro, é possível encontrar a primeira loja da Starbucks (1912 Pike Pl, Seattle, WA 98101), um mercado popular (Pike Place Market: 85 Pike Street) com comidas, flores, roupas, acessórios e até mesmo lojas voltadas para os nerds que colecionam bonecos e todo tipo de tranqueira de seus filmes e séries preferidos.

Saindo do Pike Market, vale dar uma subida no 73 andar do Columbia Building (701, 5th Avenue), onde você encontrará o Sky View Observatory para ter uma vista panorâmica da cidade; lá é mais alto e mais barato que o Space Needle, famoso prédio que serviu de inspiração para a casa dos Jetsons (desenho futurista incrível) e é um dos grandes cartões postais da cidade.

Descendo poucas quadras, ainda dá para pegar o Underground Tour (608 First Ave, na Pioneer Square), que faz um passeio pela “antiga e subterrânea Seattle”, ou seja, pelos porões de várias contruções que foram destruídas em 1889, quando um incêndio acabou com 25 quadras do centro da cidade.

É interessante, principalmente se você tiver um bom inglês para entender as explicacões e piadas do guia; eu perdi um monte, mas me distraí naquele ambiente esquisito.

E se você não tem medo de pagar mico, ou no caso, pato, vale pegar o tour do Ride the Ducks (516 Broad St). A parte terrestre, pelas ruas da cidade, deixa a desejar mas, a grande vantagem desse passeio, é que ele é feito em um “carro-barco” que entra na água e te leva pela baía, próximo das casas barcos (quem lembra de onde Tom Hanks morava em Sintonia de Amor?).

Durante o tour o motorista faz piadas, coloca música alta e troca de chapéu várias vezes, fazendo palhaçadas. Divertido para crianças. E para os adultos que se deixam levar.

Uma parada mais que obrigatória em Seattle é no EMP Museum (325 5th Avenue N). Originalmente criado para abrigar exposições musicais, atualmente tem uma variedade imensa de coisas legais para serem vistas dentro do espaço que, por si só, já é uma obra de arte.

Quando estive lá existiam, além das exposições de guitarras, Nirvana e Jimmy Hendrix, uma com os figurinos originais de Star Wars, objetos de cena de filmes e séries de fantasia, outras sobre filmes e séries de terror, uma sala especial para os fãs do Seattle Sea Hawks, uma com games independentes para quem quisesse jogar e mais um espaço para você tocar instrumentos, fazer jam sessions e até gravar suas próprias músicas. Vale dedicar um dia inteiro só para ele.

Seattle é uma graça. Mas se você for, por favor, leve um guarda-chuva. Conselho de amiga.

Forks e as florestas — 11/04/2015

Forks e as florestas

De Portland para Seattle, você pode optar por fazer o percurso mais rápido de 3 horas, ou passar quase 9 horas na estrada se aventurando por uma paisagem incrível no extremo norte do país. Inspirados por Crepúsculo – agradecerei eternamente aquela terrível sequencia de filmes pela ideia -, decidimos ir até a cidade de Forks e, de lá, seguir para a terra do grunge.

Antes de Forks, encontramos Aberdeen, cidade natal de Kurt Cobain, que não tem nada de mais – nem sinal bom de celular e internet – além de um parque pequeno com o monumento de uma guitarra homenageando o vocalista do Nirvana.

Ao sair de Aberdeen, pegamos o litoral e passamos pela Quinault Reservation e a Olympic National Forest. Em alguns trechos da estrada, a impressão era de que os carros seriam engolidos pelos muros densos de árvores, que, quando atravessados em alguns momentos, abriam espaço para praias completamente desertas e cercadas por rochas e troncos de árvores ou lagos imensos de água cristalina.

O clima da época, frio, cinza e chuvoso, combinava perfeitamente com a melancolia solitária do lugar – ou mesmo relembrava os momentos de sofrimento de Bella quando achou que tivesse perdido Edward, em Lua Nova – o segundo filme.

DSC04729 DSC04742

A estrada, no fim das contas, é bem melhor que a cidade. Forks é minúscula e basta chegar no serviço de informações ao turista para perceber como tudo gira ao redor do sucesso literário e cinematográfico dos vampiros brilhantes ambientados e gravados ali; são bonecos constrangedores em tamanho natural dos atores, souvenires e tudo o que você quiser saber sobre a saga. Isso pareceu ser o mais pitoresco e consequentemente o mais interessante do lugar.

Dica amiga: em Forks, vale dar uma passada no Sully’s Drive-In (220 N Forks Ave), lanchonete de preço e hambúrguer honestos que fizeram a felicidade de viajantes famintos.

Duas dicas imperdíveis em Portland — 09/04/2015

Duas dicas imperdíveis em Portland

O norte da costa oeste dos Estados Unidos não é um destino comum para os viajantes ocasionais. É compreensível. Se você não tem grana e tempo para gastar no país e optou pelo lado do Pacífico ao invés do Atlântico, a Califórnia, de San Francisco até San Diego, é muito atraente para todos os gostos – ainda mais se você decide dar uma esticadinha até Las Vegas em Nevada, e Grand Canyon, no Arizona – estados vizinhos. Mas o que muitos não sabem é que, subindo no sentido canadense, um novo, interessante e lindo mundo de possibilidades se abre para fazer turismo dos bons.

Às vésperas do Spring Break americano (aquela semaninha de relaxamento que os paulistas conhecem como “semana do saco cheio”, da qual os baianos, como eu, nunca foram agraciados), e após enfrentar a multidão que tentava alugar um carro para também fugir do deserto que se tornaria a cidade nos próximos dias, saímos – eu e o marido – de Davis, Califórnia, em direção à Portland, Oregon.

20150321_131505

O percurso de quase nove horas já dava sinais, logo no início, da paisagem predominante dos próximos dias. Árvores, pontes, rios e uma natureza diferente da que os brasileiros estão acostumados – talvez tenha achado isso porque sou nordestina e tudo estava meio cinzento.

Na Shasta Mountain que fica no limite da Califórnia, por exemplo, havia neve. De longe o topo branco da montanha, em plena primavera, indicava que as temperaturas seriam diferentes das de Davis, próxima à capital Sacramento, quase em clima de verão. Durante toda a viagem tomamos chuva e pegamos temperaturas baixas (por volta de 11, 12 graus).

Portland é conhecida por ser esquisita e indie/hipster ou sei lá que outra definição moderninha poderia ser aplicada lá. A pequena cidade, cheia de cervejarias (mais de 35) e rodeada por uma floresta, parecia estar toda em construção. Não é bonita, mas tem charme. E tem a Powell e a Voodoo.

dsc04677

A passagem por Portland foi rápida mas marcada por duas coisas: primeira, a maior livraria independente do mundo (1005 W Burnside St., Portland, Oregon). O marido, da área de letras, é louco por livros. Ele sequer passou da entrada do lugar que reunia, pelo menos, outros 3 andares de publicações novas e usadas com preços muito convidativos. Ficou com medo de surtar, coitado. Além dos livros, em vários cantinhos foi possível encontrar uma grande variedade se souvenires com referências à cidade ou só com piadas, citações e funções legais.

Já o Voodoo Doughnut tem o melhor donut que eu já comi na vida, sendo que eu não gosto tanto de donuts (se é para comer doce, conheço opções bem melhores pros lados de cá e que valem as calorias ingeridas). São algumas lojas na cidade mas só fui na original (22 W 3rd Avenue, Portland, Oregon).

Lá, as filas são imensas e estão presentes em qualquer momento do dia, formadas por turistas e por locais. O preço é ótimo e o gosto então, nem se fala. “Memphis Mafia” é O nome. Massa frita com pedaços de banana, canela e topo coberto com manteiga de amendoim e chocolate. Do tamanho de uma pizza brotinho. Preciso falar mais?

Eu, devorando o Memphis Mafia

Próximo ao Voodoo fica o Shanghai Tunnel (211 SW Ankeny St, Portland, OR), bar com cara de rua Augusta, escurinho, no porão, com mesas de bilhar, máquinas de pinball, umas lanternas chinesas penduradas no teto e garçons cabeludos com camisetas legais fazendo referências a bigodes (hipster?). Vale se entupir de açúcar no primeiro e depois aproveitar a noite no segundo lugar – e dependendo da quantidade de álcool, vale voltar e comer mais donuts cheios de glicose. :)