Publicado em Califórnia, Sem categoria, Turismo

Road Trip USA: Museu do Snoopy e Santa Barbara

Se você gosta do Peanuts, vale muito dar uma passada no Museu de Schulz, que fica em Santa Rosa, na região de Sonoma. Segundo George – guia que antes de começar a falar sobre a vida do criador de Snoopy quis dar umas dicas locais para os turistas -, as vinícolas de lá são muito melhores e mais baratas do que as da “super-valorizada” região de Napa Valley. Não tivemos tempo de conferir a veracidade da informação, mas esse, sem dúvida, será um bom estímulo para mais uma viagem.

Deixando os vinhos de lado, o museu é uma graça e vale muito esperar para acompanhar a visita guiada, com histórias interessantes sobre o desenhista e seus “filhos”. Fora a fofura das paredes cheias de desenhos, exposições, quadros e esculturas baseadas em Charlie Brown e seus amigos dos quadrinhos.

Lá também existe uma sala de cinema onde são exibidos documentários e filmes dos personagens. E ainda por cima, dentro do “Warm Puppy Cafe”, existe uma pista de patinação para quem quiser se aventurar sobre o gelo. E, claro, uma passada é mais que obrigatória na enlouquecedora loja de souvenirs.

Sobre Santa Barbara eu não tenho muito o que falar: foi amor à primeira vista. Ela é linda, pequena, charmosa e fica em área de tsunami, só para dar mais emoção ao ambiente. A cidade me lembrou muito Berkeley, só que menor e mais legal.

A State Street é uma rua imensa e a mais interessante para se hospedar. É onde o agito acontece: cheia de lojas, bares, restaurantes, cinemas e gente perambulando de uma lado para o outro. Tipo uma Oscar Freire – pela reunião de lojas caras, descoladas e um ambiente meio chiquetoso -, só que legal, sem aquela cara de cenográfica com pessoas pagando de figurantes que parecem estar passando fome para segurar a expressão blasé. Dá gosto de caminhar por lá.

Seguindo pela State Street em direção ao mar, você encontra o Stearns Wharf, um píer com lojas e lugares para petiscar. Essa área toda é uma delícia porque, além do píer, você tem um calçadão inteiro de orla para andar, olhar o mar, as montanhas e, se der, sentar na areia e esperar o pôr-do-sol chegar e sair. Tão Califórnia…

No próximo post, a caótica Los Angeles.

Anúncios
Publicado em Califórnia, Pensamentos

Quem se importa com a alta do dólar?

???????????????????????????????

Mudanças sempre são difíceis. Apesar do pânico inicial – e que dura um bom tempo até a retomada do controle perdido -, gosto bastante quando aparece a possibilidade de que algo transforme minha vida. Porém, assumo aqui, a parte logística da coisa vez ou outra me faz pensar que talvez eu devesse ter uma vida mais ‘tradicionalmente’ quieta. Mas aí o cansaço passa e logo tiro isso da cabeça.

Há exatos 10 dias saímos de São Paulo para mais uma temporada na Califórnia. Saímos do caos da cidade e da mudança – muito para resolver, desarrumar, arrumar, fazer, desfazer – para a tranquilidade familiar de Davis, onde já estivemos há alguns anos e, por conta de amigos que fizemos, a chegada foi confortavelmente tranquila.

Mas quase que imediatamente após o abrir da malas, eis que surgem os perrengues: é conta do banco que demora para abrir, é o dinheiro que rapidamente desaparece, a bicicleta usada que dá defeito, o celular que não faz chamadas, o computador que chega quebrado pelo correio, o contrato de TV a cabo difícil de fazer..

E você tira todo o positivismo guardado dentro do seu ser (afinal, você está na Califórnia, oras!), aproveita a sexta-feira sem aula de inglês pela manhã e sai para caminhar no parque na tentativa de espairecer: respira ar puro, aprecia as árvores que emolduram todo o caminho, as casinhas coloridas saídas dos filmes que você cresceu assistindo, retribui sorrisos e cumprimentos de quase todas as pessoas que cruzam o seu caminho e volta feliz da vida para o lugar que será seu pelos próximos meses, e para a vida cotidiana, cheia de dores, delícias e contas em dólar para pagar.

Publicado em Crise dos 30, Pensamentos

Ah, se eu fosse rica…

Michael Scott, o sensacional chefe de "The Office"
Michael Scott, o sensacional chefe de “The Office”

Não sou dessas que acredita que o trabalho dignifica o homem. Se eu pudesse, se fosse rica, não trabalharia. Viajaria pelo mundo fazendo cursos, escreveria de vez em quando no meu blog sem nenhuma obrigação e ocuparia muito bem o meu tempo que só seria ocioso quando eu tivesse vontade.

Mas como não sou rica e preciso de dinheiro para pagar as contas e me sustentar, procuro emprego. Para isso e para não ficar com a mente-vazia-casa-do-Diabo que faz com que os piores pensamentos, questionamentos e crises (ah, sempre as crises) tomem conta.

E continuo também sendo aquela que acha muito necessário sentir prazer nas oito horas diárias (muitas vezes até mais) em que se está no ambiente profissional, fazendo algo que se goste. Talvez daqui a alguns meses o mundo me “amadureça” e faça com que eu finalmente desista dessa ideia utópica. Mas espero que não.

É, hoje é dia do trabalho. Espero que você, que me lê, esteja feliz com o seu – mesmo que o seu seja ser rico para não precisar dele (me matando de inveja!).