Spoileando

Só para justificar que sumo eventualmente daqui porque tenho trabalhado loucamente, seguem alguns textos que fiz para o Spoiler, do Yahoo, nos últimos tempos:

‘Psi’ mostra um psiquiatra com pitadas de herói

Contardo Calligaris é um psicanalista italiano radicado no Brasil e colunista de um grande jornal. Além desses títulos e de milhões de outras coisas interessantes que já fez na vida, ele também éroteirista da nova produção nacional da HBO, ‘Psi’.

Baseada no personagem Carlo Antonini, psiquiatra presente em dois livros de Calligaris(‘O Conto do Amor’ e ‘A Mulher de Vermelho e Branco’), a série acompanha as aventuras do profissional que é quase um super-herói intelectual. Antonini, interpretado por Emilio de Mello, que ganhou meu coração quando foi o jornalista Guerra da belíssima novela ‘Lado a Lado’, leva seus conhecimentos sobre as ações e reações humanas para o lado de fora de seu consultório.

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É difícil acreditar que ‘Believe’ será uma grande série

Alfonso Cuarón, que recentemente abocanhou vários prêmios no Oscar 2014 incluindo o de Melhor Diretor por ‘Gravidade’, é o produtor executivo da mais nova série da Warner, junto com Mark Friedman e JJ Abrams. Este último, apesar de ter sido responsável por‘Felicity’ e pelos filmes baseados em ‘Star Trek’, ainda precisa comer muito feijão com arroz para superar o fiasco do final de ‘LOST’, que tinha tudo para ser uma das grandes séries do século. Sim, sou muito ressentida com o Sr. Abrams.

E mesmo com o fato de existir esse envolvimento e talento de Cuarón, ‘Believe’ não mostra absolutamente nada de mais, nada de novo e nada de interessante no universo dos seriados. Lançada pela NBC nos Estados Unidos e pela Warner no Brasil, a história gira em torna de Bo (Johnny Sequoyah), uma garotinha com poderes sobrenaturais, que ninguém sabe exatamente qual o seu potencial, mas todos a querem, para o bem ou para o mal.

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A grande vantagem de ser presidente dos EUA

Alguns acabariam com guerras; outros começariam batalhas, destruiriam países, aumentariam territórios e chegariam até a Lua. Mas o importante mesmo de ser um dos maiores líderes mundiais é ter o poder para conseguir assistir aos episódios dos seus seriados favoritos antes de todo o mundo.

Pois Barack Obama usou toda a sua influência como presidente dos Estados Unidos para tentar ‘descolar’ com o Diretor Executivo da HBO, Richard Plepler, os novos capítulos de True Detective – que já exibiu 5 dos 8 de sua primeira temporada na televisão – e ‘Game of Thrones’, que só estreia sua quarta temporada em 6 de abril.

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Já sabe né? Para ler os textos completos basta dar uma passadinha por lá!

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‘House of Cards’ está de volta!

A política, apesar de necessária para uma ordem social, provoca mais descontentamentos do que sentimentos de admiração. Afinal, impostos são pagos para financiar uma infra-estrutura provedora de segurança, cuidado e conforto para os cidadãos. Quando isso acontece, a obrigação foi cumprida. Quando não, a corrupção e incompetência viram assunto em qualquer mesa de bar.

E a política nada mais é do que um jogo de interesses sendo atendidos ou reprimidos de acordo com a maré que dá as cartas. Políticos declaradamente inimigos posam para fotos trocando afáveis apertos de mãos; deputados sem competência assumem cargos em comissões das quais não possuem a menor tolerância ou sensibilidade para lidar, e absurdos são escancarados pela certeza de que o poder conquistado dificilmente lhes será tirado.

Pois Frank Underwood é a personificação perfeita do que de pior pode acontecer no jogo político – mesmo que seja em uma obra de ficção. ‘House of Cards’ traz em seu título uma bela referência às casas de cartas que construímos com cuidado e facilmente podem ser destruídas por uma corrente de ar. A série, que entrou para a história sendo o primeiro produto desse tipo feito para a internet a ganhar prêmios no conceituado Emmy – o Oscar da TV nos Estados Unidos – voltou com uma segunda temporada surpreendente.

Para continuar lendo, é só ir até o Spoiler..

Trabalho

O tempo não pára de passar com uma velocidade assustadoramente cansativa. De um jeito que sequer consegui pensar em promessas de Ano Novo ou lamentações sobre o que passou para escrever neste lugar público onde espero ser lida. Mas um dia, assim, como quem não quer nada, apareço por aqui e dou uma atualizada sobre a vida… por enquanto, um pouco do trabalho passado, do Spoiler.


Filme de ‘Confissões de Adolescente’ surpreende (surpreende porque eu esperava o pior, relembre)

‘Confissões de Adolescente’ é uma das séries da minha vida. Em uma época difícil de mudanças por todos os lados, eu encontrava conforto assistindo aos episódios. Ela estreou em 1994, no dia do meu aniversário, na TV Cultura (e depois também foi exibida pela Band e pelo Multishow). Na época completei 13 anos e encontrei ali grandes amigas; elas me entendiam, me apoiavam e até compartilhavam dos mesmo medos e pensamentos estúpidos que eventualmente me faziam perder o sono.

Eu me vestia como Carol, a caçula meio ‘menino’ de Déborah Secco. Mas ao mesmo tempo era tão romântica e boba quanto Natália (Daniele Valente). Achava o cabelo e a impulsividade de Bárbara (Georgiana Góes) incríveis e, quem diria, fiz a mesma faculdade que Diana (Maria Mariana): jornalismo.

Continua..

‘Amores Roubados’ não ousa e não anima

‘Amores Roubados’ ganhou fama antes mesmo da sua estreia pelo motivo errado. Ninguém queria saber sobre a história de traição e vingança no sertão. Todos queriam saber detalhes sobre a separação do protagonista, que teria terminado seu casamento perfeito com a ex-BBB/atriz, por conta de um caso com sua colega de trabalho.

Pois mesmo quem não se interessa tanto por seriados e é chegado numa fofoca deve ter ligado a TV para conferir a química entre Cauã Reymond e Isis Valverde. E se surpreendeu com a química entre o moço em questão e Dira Paes – que recentemente fez a suburbana mãe de Morena na novela ‘Salve Jorge’ e agora, como uma rica perua do interior do Nordeste, mostra toda a sua versatilidade como atriz (além do seu corpo invejável exposto logo de início para mostrar o que vem por aí).

Continua..

The book is on the table

Eu e 'Daniel Grayson'
Eu e ‘Daniel Grayson’

Nas últimas semanas fiz algo novo na minha carreira jornalística: entrevistas em inglês e em vídeo. Porque fazer entrevistas em inglês sem que estejam te gravando, sem que você precise se preocupar com seu sotaque, sua pronúncia, seu cabelo, roupa, simpatia e ainda por cima parecer inteligente é uma coisa. Mas juntar tudo isso na frente de uma equipe, de câmeras e de pessoas que não falam a mesma língua que você é outra história.

A primeira foi com a roteirista e produtora de ‘CSI’ – seriado que gosto muito – Liz Devine. Foi sofrível. Eu estava nervosa, decorei as perguntas e não desenvolvi a conversa tanto quanto gostaria. Foi sofrível mas divulgo: para assistir é só clicar aqui.

Na segunda, com o ator de ‘Revenge’, Joshua Bowman, decidi deixar meu caderninho de lado e tentar conversar para que as coisas saíssem de forma mais natural. Por ele ser absurdamente simpático e ter ficado de papo comigo antes de começarmos a gravar me senti mais segura. Mas, assistindo ao resultado em vídeo, continuo me torturando pelo sotaque, pela pronúncia, pelos erros gramaticais e por tudo o que deixei passar porque não consegui raciocinar rapidamente em inglês para aproveitar um bom gancho – e ele me deu vários – para tornar a entrevista mais interessante. Me cobrei muito, como sempre. Acho que poderia ter feito melhor mas dessa vez acredito que não fiz feio. Para saber do que estou falando, clique aqui.

Publiquei outros dois textos para o blog do Yahoo: um sobre a estreia de ‘Almost Human’ e outro sobre o crescimento dos nomes de personagens de seriados em recém-nascidos. 

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Antes de escrever esse texto pensei muito sobre o medo. Medo da exposição, dos comentários bizarros aos quais fico exposta por me expor constantemente no trabalho que tenho e fora dele (como é o caso deste blog), medo de falhar, de decepcionar, de continuar. Escrevi várias linhas sobre o assunto. E tive medo de publicar…

 

O dia em que revi ‘Doctor Tennant’ – e foi no cinema

É muito difícil para mim escrever sobre ‘Doctor Who’. Me atrevo mas nunca acredito que o que escrevi ficou bom o bastante para descrever uma série tão cheia de peculiaridades, detalhes e referências. Mas hoje é dia de superar isso já que em 23 de novembro ‘Doctor Who’ comemorou 50 anos em grande estilo. Fãs de vários países puderam assistir no cinema (em 12D, ops, só 3D por enquanto), simultâneamente com a televisão, um episódio especial lindo de morrer. De viver. De regenerar.

Foram várias salas em diferentes estados do Brasil que tiveram os ingressos esgotados nas primeiras doze horas. Mais salas foram abertas. Mais cidade contempladas. Um segundo dia de exibição foi criado. Até o Google fez sua homenagem com um joguinho na página inicial de buscas durante dois dias inteiros.

E valeu à pena. Fui uma das pessoas privilegiadas que assistiu ‘The Day of the Doctor’ na ‘telona’ e tive a oportunidade de acompanhar os vídeos bacanas feitos com os personagens antes da sessão começar. De início, Strax deu dicas de boa educação na sala de cinema, o que já serviu como aquecimento do universo de criaturas fantásticas – e algumas muito divertidas – do seriado, como o guerreiro que não entende as ‘criaturas inferiores com gêneros diferentes’ do planeta Terra.

Continua no Spoiler…