Publicado em Pensamentos, Seriados

Ampliando os horizontes

spoiler

Para quem não sabe, a palavra inglesa Spoiler significa aquele que subtrai deteriorando, degradando, delapidando ou depredando algo. Usado para pessoas que são mimadas ou, mais comumente no universo audiovisual, como o famoso “estraga-prazer”.

Todo mundo já passou por isso: você está ansiosíssimo(a) para assistir tal filme ou tal episódio daquela série de suspense favorita que terminou de forma dramática e/ou misteriosa. Aí vem um sem-noção numa mesa de bar ou rede social e faz questão de comentar, detalhadamente, o que aconteceu naquela cena tão esperada e que deveria ser secreta para não acabar com a emoção de quem não viu até o momento.

E cada vez mais o termo spoiler está associado a seriados de TV. Principalmente porque, diferentemente dos filmes que têm curta duração, as séries duram temporadas, meses, anos com histórias que viciam e criam, cada vez mais, interesse em todo o tipo de gente, em todas as partes do mundo. E não tem para onde correr caro leitor: em algum momento da vida você já sofreu ou cometeu um spoiler por aí criando ou entrando para a lista negra de muitos. Às vezes é mera empolgação do momento; pode ser também por distração ou por vontade de parecer interessante em uma conversa. Acontece.

Sabe os personagens de LOST? Todos morreram no tal desastre de avião. Carrie Bradshaw fica com Mr. Big (que se chama John James Preston) e House foge com Wilson no final.

Hoje publiquei meu primeiro texto no blog SPOILER, do Yahoo!. Foi sobre o último episódio da terceira temporada de Game of Thrones. Se não se importa de saber algumas coisas que aconteceram, passe lá. :)

Anúncios
Publicado em Pensamentos, TV

Novela na certidão de nascimento

DinaSfatINTERNA1[1]
Dina Sfat, a “Paloma inspiradora”

Eu sou Paloma porque entre agosto de 1979 e fevereiro de 1980, minha mãe acompanhava uma novela na TV Globo chamada Os Gigantes, de Lauro César Muniz.

Pois a mocinha, vivda por Dina Sfat, se chamava Paloma (e era jornalista!!!). Minha mãe gostou do nome e decidiu que, quando tivesse uma filha, seria Paloma. Meu pai estranhamente concordou em algo com ela e assim fui registrada, lá em 1981.

Engraçado que a primeira vez em que ouvi falar dessa personagem, sem ser através dos meus pais, foi em Feliz Ano Velho, clássico livro de Marcelo Rubens Paiva . E ele falava mal. Dizia que ela era chatíssima mas que tinha que acompanhar a trama pela falta do que fazer enquanto estava no hospital, após o grave acidente que sofreu.

Depois dessa Paloma, a próxima que lembro de ter visto na teledramaturgia com papel de destaque foi Cristiana Oliveira em De Corpo e Alma, exibida entre 1992 e 1993. Sofri bastante porque era só dizer meu nome que tinha que ouvir alguma gracinha do tipo “e o coração Paloma, tá bem?”. Sim, a história tratava de transplante.

E eis que agora Walcyr Carrasco escolheu meu nome para colocar na protagonista sofredora de sua mais recente história, Amor à Vida. Paola Oliveira já passou e ainda passará por maus bocados nas mãos do irmão super malvado (muito amor para Mateus Solano) e do ex-namorado hippie-sujo.

É dramalhão. Nada de mais até o momento. Ontem até vi uma cena que me lembrou o seriado Grey’s Anatomy (que abandonei há algumas temporadas, confesso) onde toda a pegação acontece no elevador do hospital onde a maioria dos personagens trabalha. Bom, os seriados médicos como Grey’s e E.R sempre fizeram sucesso. Será que Carrasco é fã?

Em todo o caso a protagonista da novela me fará um grande fazer enquanto estiver no ar: me poupará o trabalho de repetir meu nome diversas vezes para quem nunca me viu na vida e sem ter que ouvir de volta “Paola”? “Paula”? “Pamela”? “Patrícia”?

A "nova" Paloma e o hippie
A “nova” Paloma e o hippie
Publicado em Seriados, TV

Será que a TV acaba?

house-of-cards-poster

Muito se tem dito sobre o fim do jornal impresso por conta do avanço dos meios digitais de notícias. Sobre isso eu acho que é apenas uma questão de tempo – pouco – e que realmente o papel está com seus dias contados, pelo menos no formato diário.

E agora o Netflix me fez pensar sobre as mudanças que o online pode provocar nas TV’s. Engraçado que, apesar da disponibilidade de vídeos em plataformas como o YouTube ou a facilidade de baixar no conforto do seu lar qualquer tipo de produção que se queira assistir a qualquer hora – ops, ainda é ilegal? -, a característica super popular da televisão nunca me fez questionar seu lugar nesses tempos modernos.

Porque, aqui entre nós, o público que compra jornal impresso e que gosta daquele ritual de ler de cabo a rabo está envelhecendo… os que vão ficando – sim, vivos – preferem ler notícias em seus computadores, tablets, celulares etc (e aí entra outra discussão sobre o tamanho e a qualidade do que passa a ser consumido, mas fica para outro post).

Mas a TV aberta ainda me parece ter grande alcance e força nas casas da maioria da população brasileira. É a principal distração depois de um longo dia de trabalho, é a principal companhia nos finais de semana. Ainda acho que aqueles que se interessam pelo que os canais a cabo oferecem ou que gostam de “adquirir de formas ilícitas” certos programas, ainda são uma pequena parcela que não oferece tanto risco assim no sentido de perda de audiência, falência, demissões ou fechamentos, como tem acontecido frequentemente em vários jornais impressos por aí.

Após toda essa minha divagação especulativa explico porque comecei a pensar nisso: House of Cards, do Netflix. Netflix é uma serviço que eu considero fantástico. Conheci quando morei nos Estados Unidos e pouco tempo depois parte dele veio para o Brasil. Parte? É.

Para quem não conhece, o Netflix é um tipo de locadora online só que ainda mais legal. Você paga um valor baratinho todo mês (R$ 16,90) e tem acesso a várias opções de filmes, seriados e documentários prontos para serem assistidos em streaming, o que significa que você não precisa baixar nenhum arquivo no seu computador, basta apertar o play e ter uma conexão de internet boa para evitar interrupções nos melhores momentos. Nos Estados Unidos existe a opção de pedir filmes pelo correio, serviço que lá funciona muito bem. Aqui, veio só a parte online mesmo mas que, pelo valor e as opções disponibilizadas, vale a pena.

Pois o NetFlix, que é conhecido como um sistema de “TV por internet” começou a produzir seriados próprios. Foram três até o momento. Em 2011 foi lançado o primeiro: uma comédia chamada Lilyhammer. Mas o sucesso absoluto veio em fevereiro de 2013 quando o site disponibilizou todos os 13 episódios de House of Cards, drama sobre os bastidores da política nos Estados Unidos dirigido por David Fincher (diretor de Seven, Clube da Luta, A Rede Social, Os Homens que Não Amavam as Mulheres etc) e estrelado por Kevin Spacey (de Beleza Americana e Os Suspeitos). A série, que tem uma absurda qualidade de texto e elenco, é um remake de outra com o mesmo nome, exibida pela BBC em 1990. As duas foram baseados no livro de Michael Dobbs.

Um dos principais diferenciais dessas produções do Netflix é a possibilidade para o telespectador (esse termo pode ser usado para web TV?) de assistir tudo de uma só vez e não precisar esperar uma semana inteira pelo próximo episódio – ou semanas, já que algumas emissoras nos Estados Unidos fazem pausas no meio das temporadas.

Eu vi todos os de House of Cards em praticamente dois dias. O que é bom e ruim. Bom porque você devora aquela história sem ter que esperar muito por seu desenrolar como citei acima; ruim porque acaba logo e você terá que esperar pela próxima temporada. Ou se entreter com outras opções: quando terminei a série política parti para a mais recente produção da empresa: Hemlock Grove, série de terror meio adolescente freak que tem o dedo – produção executiva – de Eli Roth (o amigo de Tarantino que atuou em Bastardos Inglórios e dirigiu O Albergue). Essa achei tosca, tanto que estou levando bem mais tempo para acabar a temporada.

No fim das contas, ainda acho que esse tipo de entretenimento audiovisual consegue ser bem segmentado e atingir de forma eficiente seus públicos-alvo: os que gostam de novelas, de jornal, de aprender receitas pela manhã, de filmes, seriados, programas de viagem etc. E, aqui entre nós, apesar do diploma que tenho guardado em algum lugar e da redução de opções de trabalho, ficaria muito mais triste se a TV chegasse ao fim do que o jornal impresso. Pronto, falei.

Se você não conhecia o Netflix recomendo o serviço (e nem recebo jabá pra isso). Se conhece e tem, corra para assistir as armações de Kevin Underwood em Washington que vale muito a pena. Série das boas.