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Quando Michael Douglas deixou de ser machão

Michael Douglas e Matt Damon em ‘Behind the Candelabra’

Não tem jeito: o que mais atrai a curiosidade sobre ‘Behind The Candelabra’ (‘Por Detrás do Candelabro’ em português) nem é a história do romance entre Liberace e Scott Thorson. O mais interessante é ver Michael Douglas interpretando o personagem. Afinal, Douglas é o ‘José Mayer mundial’: aquele ator que sempre interpreta o ‘macho alfa’, o ‘pegador’, o ‘homem de negócios implacável’, o ‘tira durão’, o ‘irresistível’. Fora que o fato de ser ninfomaníaco na vida real só aumenta esse seu status de super-galã.

E aí vem a notícia de que é ele quem fará o pianista super afetado coberto de ouros, perucas e brilhos. Sim, Liberace era gay mas fazia de tudo para esconder isso. E essa é uma das partes importantes do filme que ganhou 11 prêmios Emmy.

A história, baseada em um livro escrito por Scott, foi dirigida por Steven Soderbergh (de ‘Sexo, Mentiras e Videotape’, ‘Traffic’, ‘Erin Brockovich’, ‘Onze Homens e um Segredo’, ‘Che’ etc) e pensada inicialmente para os cinemas mas, sem conseguir financiamento, foi produzida pelo canal de TV HBO.

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O marketing e a profissão mais antiga do mundo

O NegócioNeste domingo estreia na HBO a série ‘O Negócio’, produção nacional do canal a cabo que abordará as estratégias de marketing usadas por prostitutas que querem se livrar dos cafetões e conquistar uma independência profissional. Afinal, fora a parte dos cafetões, não é isso o que todo trabalhador almeja? Subir na carreira, ganhar mais e não se submeter à exploração de chefes babacas? Sonho de consumo da sociedade moderna.

Pois Karin (interpretada de forma muito competente por Rafaela Mandelli e que até me fez esquecer da Nanda de ‘Malhação’) resolve tomar as rédeas de sua profissão e dissecar estratégias para garantir uma clientela fixa e luxuosa que andava cada vez mais escassa. Ela era considerada uma das melhores do ramo pois sabia exatamente o que dizer, fazer e esconder para agradar aos clientes mas, por conta da idade, andou um pouco desvalorizada no mercado.  Continua…

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E a segunda temporada chegou!

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Lembram que o primeiro post deste blog foi sobre The Newsroom?

Pois hoje estreia a segunda temporada da série na HBO. Segue o texto que escrevi no Spoiler sobre o assunto:

“É unanimidade nacional falar mal dos jornalistas. Quer dizer, unanimidade mundial. Chega a ser clichê ouvir que “a imprensa é um lixo”, “a imprensa é manipuladora” e blablabá.

Eu, como jornalista, sempre tento defender a classe, apesar de alguns colegas não ajudarem muito a manter uma boa imagem. Sim, existem profissionais ruins assim como existem profissionais bons e isso em todas as profissões, mas é claro que a exposição do trabalho jornalístico é maior do que muitas outras.

Pois Aaron Sorkin, criador e roteirista de grandes séries feitas nos Estados Unidos (West Wing e Studio 60) resolveu mostrar os bastidores de um jornal de canal a cabo feito em Nova Iorque. “

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Bad things with you

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No próximo domingo, 16 de junho, estreia simultaneamente no Brasil e Estados Unidos a sexta temporada de True Blood. A série, para quem não sabe, é de “vampiros para adultos”. Nada a ver com os filmes da Saga Crepúsculo ou The Vampire Diaries – esses são muito adolescentes. Em True Blood você encontra sexo, drogas, rock’n’roll e o que há de mais nonsense na TV.

São criaturas fantásticas misturadas com o pior e melhor do ser humano. São vampiros que tomam sangue artificial, humanos viciados em sangue de vampiro, fadas, lobos, fantasmas, feiticeiros e algumas das pessoas mais bonitas da televisão mundial no meio de temas como política e religião.

Para saber mais clique aqui!

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A culpa é da mãe

 

O futebol e eu nunca tivemos uma relação próxima até que arranjei um namorado torcedor. E não um torcedor qualquer, de ocasião, mas daquele tipo que vibra, berra, devora todas as unhas dos dedos, sofre e tem sérias variações de humor dependendo do resultado da partida.

Pois, a partir daí, passei a acompanhar os resultados de seu time – mesmo quando não estamos juntos – só para tentar prever como estarão os ânimos no próximo encontro.  E é claro que, quando as coisas vão mal e não recebo tantos carinhos e beijinhos quanto gostaria, jogo grande parte da culpa no juiz.

Assisti, por acaso, ao primeiro episódio de (fdp), nova série brasileira exibida na HBO. Nessa primeira temporada serão 13 episódios de 30 minutos – o que facilita muito a vida de quem quiser acompanhar.

Eu já tinha ouvido falar do projeto e achei sensacional a ideia de focar na vida de um juiz de futebol, o mais xingado – daí a inspiração para o título genial – e odiado por milhões de torcedores, de um jeito ou de outro (lembre do meu caso citado acima que, nem torcedora sou e já pensei em fazer vodu com alguns que atrapalharam resultados favoráveis para o time e minhas noites românticas).

Dessa vez, não são os super jogadores com seus salários milionários que recebem toda a atenção, é Juarez Gomes da Silva (interpretado por Eucir de Souza), que sonha em apitar uma final de copa do mundo. E é exatamente assim que o episódio começa: na representação desse sonho, com estádio cheio, narração em inglês, uma série de elogios ao seu desempenho – algo raríssimo de acontecer – e, no final da partida, jogadores de todos os times e um estádio lotado aplaudindo e ovacionando o trabalho da arbitragem.

Pois descobrimos que Juarez é profissional e íntegro, apesar da todas as pressões sofridas. Nesse início, ele perde a guarda compartilhada do filho adolescente por ter dado um pênalti nos minutos finais do campeonato paulista para o time adversário de outro juiz, o que cuidava da questão familiar.

E essa questão familiar também já se apresenta como muito importante na vida do personagem. Ele acabou de ser expulso de casa pela esposa (Cynthia Falabella) que, ao descobrir que pegou uma doença venérea, decide se separar de uma forma nada amigável – e ninguém pode questionar suas razões.

Para completar as relações pessoais de Juarez conhecemos sua mãe, a sempre citada pelos torcedores mais raivosos e magoados, e o melhor amigo e ogro, o bandeirinha Carvalhosa (que parece ser apenas uma extensão de Paulo Tiefenthaler, apresentador do programa Larica Total, do Canal Brasil).

É engraçado. É divertido. Alguns diálogos são bons, outros parecem forçados para levar um pouco da simplicidade cotidiana a algumas cenas mas nada que assuste, incomode ou dê vontade de parar de ver.  Nesse piloto, apesar de algumas obviedades e clichês – o que aconteceria caso o time do “outro” juiz perdesse, o amigo tosco sempre disposto a “ajudar” na separação, a mãe fazendo piada das piadas de mãe de juiz de futebol – o tema mostrou que pode ser desenvolvido e explorado de várias maneiras legais, afinal, que outras profissões você conhece onde uma mesma pessoa, inevitavelmente, será amada e odiada por milhares ao final de 90 minutos de trabalho?