Paloma Guedes

De tudo um pouco sobre o penso, o que faço, o que falo…

Eu prefiro a original — 10/03/2015

Eu prefiro a original

Camille e Lena americanas
Camille e Lena americanas

Quando soube que os americanos fariam uma versão de Les Revenants, fiquei confusa. A série francesa só teve uma temporada até o momento – e os fãs, assim como eu, seguem ansiosos esperando pela continuação que deve estrear no segundo semestre de 2015.

E aí, eis que o canal A&E resolve fazer algo semelhante, só que falado em inglês. Não entendo. Eu sei, eu sei que não é nenhuma novidade, olha aí o caso de The Office, que muita gente sequer sabe que é uma série inglesa que não passou da segunda temporada e a versão feita nos Estados Unidos fez um mega sucesso. Mas, como na época que tudo aconteceu eu não acompanhava a inglesa, não fiquei tão indignada quanto o caso de agora. Me chamem de incoerente, tudo bem, eu aceito.

Vi no primeiro episódio de The Returned uma cópia descarada de uma série que sequer foi desenvolvida ainda. E uma cópia que, para quem viu a original, parece que cheira a plástico.

Alguns personagens têm os mesmos nomes; a paisagem, apesar da ambientação em países diferentes, é a mesma; as histórias são iguais; alguns personagens ascenderam profissionalmente – sei lá porque acham melhor transformar uma enfermeira em médica, já que outras coisas são idênticas.

E é isso que me deixa mais confusa: porque copiar algumas coisas e outras não? Porque mudar certos aspectos e outros, os mais importante, deixar iguais? Você que mudar ou quer fazer diferente? Quer chupar o que você acha de bom mas dar sua “mexida” na história, para ter sua assinatura? Sei não.. gostei não..

Os atores de Les Revenants têm uma cara muito mais real, obviamente, do que os galãs escalados para The Returned. E isso já faz com que a aura de mistério da francesa pareça mais profunda e dolorosa. Talvez eu ache isso porque tive um olhar de preconceito, assumo, quando assisti.

Ou talvez seja essa pasteurização que a indústria americana enfia em seus produtos para deixá-los todos com a mesma cara. Que fique bem claro, gosto, e muito, de muita coisa produzida aqui, mas é só assistir produtos de outros países que você consegue perceber de imediato a diferença. E aí, acaba ficando meio no insciente da gente, pelo menos no meu, de dar uma atenção maior e até ver mais qualidade nesse diferente. Viajei muito?

Fato é que a história dos mortos que voltam é muita boa. E provavalmente fará sucesso, e talvez ganhe até milhões de temporadas enquanto os franceses lutam lançar a parte dois. Há um tempo até escrevi sobre ela no blog que tive no Yahoo, comparando com Resurrection, outra série de temática parecida, que estava para estrear e não escapou das comparações. Vai ver que como essa vingou, acharam que valia investir na outra.

Se você gostou de The Returned, por favor, corra atrás de assistir a original. Vale muito a pena.

Coloco aqui a música que fez parte do comercial que anunciava a estreia da série nos Estados Unidos e me apresentou à essa versão linda de uma música pelo qual sou apaixonada há muitos anos (obrigada Confissões de Adolescente).

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Cinema e TV — 04/05/2014

Cinema e TV

Mark Webb sabe como ninguém como construir e destruir uma bela história de amor. Isso ficou muito claro em ‘500 Dias com Ela’, primeiro filme do diretor, e mais do que óbvio em ‘O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro’. A sequência dessa nova forma de contar a história e aventuras de Peter Parker, após a trilogia de Sam Raimi, é um grande filme.

E digo isso sem ser uma conhecedora dos quadrinhos clássicos, assumo logo aqui antes de ser xingada pelos fãs mais ardorosos da história clássica. Digo isso afirmando minhas limitações e deixando clara a minha visão de telespetcadora dos produtos cinematográficos do herói. Mas pelo que li por aí, de quem entende do assunto, esse foi o filme que mais se aproximou das histórias desenhadas por Stan Lee. Contiua…

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‘Resurrection’, nova série exibida no Brasil pelo canal AXN, é uma daquelas que te deixam intrigado, tenso, nervoso e preso na frente da TV aguardando ansiosamente os desdobramentos da histórias (saudades da boa época de ‘LOST’ e ‘4400’).

A história é baseada no livro de Jason Mott, ‘The Returned’, mas que todo mundo acha que tem ‘pitadas’ de ‘Les Revenants’, seriado francês que trata do mesmo tema: a volta dos mortos à vida, mas sem o lance zumbi. O francês teve oito episódios exibidos em 2012 e por sua vez foi baseado em um filme de mesmo nome, esse sim, assumidamente sobre mortos-vivos comedores de gente. Continua…

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A ‘Arca de Noé’ talvez seja uma das histórias biblícas mais populares. Muitos não-religiosos já ouviram falar, pelo menos uma vez na vida, sobre o homem que recebeu uma mensagem de Deus, construiu uma arca e salvou os animais de um dilúvio. Esse é o resumo básico. Se você quiser se aprofundar, é só buscar detalhes no livro sagrado. Se quiser ficar no meio termo e se distrar no cinema, basta assistir ao polêmico filme de Darren Aronofsky.

Logo no início, por causa de um didatismo extremo ao retratar a criação do planeta Terra, Adão e Eva, o pecado e tudo o que de ruim aconteceu no mundo depois disso, ‘Noé’ parece mais uma caricatura infantilizada de algo muito sério. É impossível não pensar nisso ao se deparar com um cobra verde feita com efeitos especiais ou guardiões de pedra que mais parecem os ‘Transformers’. Continua…

 

Spoileando — 23/03/2014

Spoileando

Só para justificar que sumo eventualmente daqui porque tenho trabalhado loucamente, seguem alguns textos que fiz para o Spoiler, do Yahoo, nos últimos tempos:

‘Psi’ mostra um psiquiatra com pitadas de herói

Contardo Calligaris é um psicanalista italiano radicado no Brasil e colunista de um grande jornal. Além desses títulos e de milhões de outras coisas interessantes que já fez na vida, ele também éroteirista da nova produção nacional da HBO, ‘Psi’.

Baseada no personagem Carlo Antonini, psiquiatra presente em dois livros de Calligaris(‘O Conto do Amor’ e ‘A Mulher de Vermelho e Branco’), a série acompanha as aventuras do profissional que é quase um super-herói intelectual. Antonini, interpretado por Emilio de Mello, que ganhou meu coração quando foi o jornalista Guerra da belíssima novela ‘Lado a Lado’, leva seus conhecimentos sobre as ações e reações humanas para o lado de fora de seu consultório.

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É difícil acreditar que ‘Believe’ será uma grande série

Alfonso Cuarón, que recentemente abocanhou vários prêmios no Oscar 2014 incluindo o de Melhor Diretor por ‘Gravidade’, é o produtor executivo da mais nova série da Warner, junto com Mark Friedman e JJ Abrams. Este último, apesar de ter sido responsável por‘Felicity’ e pelos filmes baseados em ‘Star Trek’, ainda precisa comer muito feijão com arroz para superar o fiasco do final de ‘LOST’, que tinha tudo para ser uma das grandes séries do século. Sim, sou muito ressentida com o Sr. Abrams.

E mesmo com o fato de existir esse envolvimento e talento de Cuarón, ‘Believe’ não mostra absolutamente nada de mais, nada de novo e nada de interessante no universo dos seriados. Lançada pela NBC nos Estados Unidos e pela Warner no Brasil, a história gira em torna de Bo (Johnny Sequoyah), uma garotinha com poderes sobrenaturais, que ninguém sabe exatamente qual o seu potencial, mas todos a querem, para o bem ou para o mal.

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A grande vantagem de ser presidente dos EUA

Alguns acabariam com guerras; outros começariam batalhas, destruiriam países, aumentariam territórios e chegariam até a Lua. Mas o importante mesmo de ser um dos maiores líderes mundiais é ter o poder para conseguir assistir aos episódios dos seus seriados favoritos antes de todo o mundo.

Pois Barack Obama usou toda a sua influência como presidente dos Estados Unidos para tentar ‘descolar’ com o Diretor Executivo da HBO, Richard Plepler, os novos capítulos de True Detective – que já exibiu 5 dos 8 de sua primeira temporada na televisão – e ‘Game of Thrones’, que só estreia sua quarta temporada em 6 de abril.

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Já sabe né? Para ler os textos completos basta dar uma passadinha por lá!

‘House of Cards’ está de volta! — 16/02/2014

‘House of Cards’ está de volta!

A política, apesar de necessária para uma ordem social, provoca mais descontentamentos do que sentimentos de admiração. Afinal, impostos são pagos para financiar uma infra-estrutura provedora de segurança, cuidado e conforto para os cidadãos. Quando isso acontece, a obrigação foi cumprida. Quando não, a corrupção e incompetência viram assunto em qualquer mesa de bar.

E a política nada mais é do que um jogo de interesses sendo atendidos ou reprimidos de acordo com a maré que dá as cartas. Políticos declaradamente inimigos posam para fotos trocando afáveis apertos de mãos; deputados sem competência assumem cargos em comissões das quais não possuem a menor tolerância ou sensibilidade para lidar, e absurdos são escancarados pela certeza de que o poder conquistado dificilmente lhes será tirado.

Pois Frank Underwood é a personificação perfeita do que de pior pode acontecer no jogo político – mesmo que seja em uma obra de ficção. ‘House of Cards’ traz em seu título uma bela referência às casas de cartas que construímos com cuidado e facilmente podem ser destruídas por uma corrente de ar. A série, que entrou para a história sendo o primeiro produto desse tipo feito para a internet a ganhar prêmios no conceituado Emmy – o Oscar da TV nos Estados Unidos – voltou com uma segunda temporada surpreendente.

Para continuar lendo, é só ir até o Spoiler..

Trabalho — 13/01/2014

Trabalho

O tempo não pára de passar com uma velocidade assustadoramente cansativa. De um jeito que sequer consegui pensar em promessas de Ano Novo ou lamentações sobre o que passou para escrever neste lugar público onde espero ser lida. Mas um dia, assim, como quem não quer nada, apareço por aqui e dou uma atualizada sobre a vida… por enquanto, um pouco do trabalho passado, do Spoiler.


Filme de ‘Confissões de Adolescente’ surpreende (surpreende porque eu esperava o pior, relembre)

‘Confissões de Adolescente’ é uma das séries da minha vida. Em uma época difícil de mudanças por todos os lados, eu encontrava conforto assistindo aos episódios. Ela estreou em 1994, no dia do meu aniversário, na TV Cultura (e depois também foi exibida pela Band e pelo Multishow). Na época completei 13 anos e encontrei ali grandes amigas; elas me entendiam, me apoiavam e até compartilhavam dos mesmo medos e pensamentos estúpidos que eventualmente me faziam perder o sono.

Eu me vestia como Carol, a caçula meio ‘menino’ de Déborah Secco. Mas ao mesmo tempo era tão romântica e boba quanto Natália (Daniele Valente). Achava o cabelo e a impulsividade de Bárbara (Georgiana Góes) incríveis e, quem diria, fiz a mesma faculdade que Diana (Maria Mariana): jornalismo.

Continua..

‘Amores Roubados’ não ousa e não anima

‘Amores Roubados’ ganhou fama antes mesmo da sua estreia pelo motivo errado. Ninguém queria saber sobre a história de traição e vingança no sertão. Todos queriam saber detalhes sobre a separação do protagonista, que teria terminado seu casamento perfeito com a ex-BBB/atriz, por conta de um caso com sua colega de trabalho.

Pois mesmo quem não se interessa tanto por seriados e é chegado numa fofoca deve ter ligado a TV para conferir a química entre Cauã Reymond e Isis Valverde. E se surpreendeu com a química entre o moço em questão e Dira Paes – que recentemente fez a suburbana mãe de Morena na novela ‘Salve Jorge’ e agora, como uma rica perua do interior do Nordeste, mostra toda a sua versatilidade como atriz (além do seu corpo invejável exposto logo de início para mostrar o que vem por aí).

Continua..