Las Vegas (que fica no estado de Nevada) foi do jeitinho que eu esperava: super “over”, super brega, super iluminada e super divertida. Parece mesmo ser um lugar feito para diversão mas que, ao mesmo tempo, tem algo mais complexo por trás.

A cidade tem uma ostentação e uma decadência tão próximas que deixa uma atmosfera esquisita no ar. É muita gente pedindo dinheiro nas ruas onde muita gente passa com sacolas da Channel, Prada e Louis Vuitton.

Isso sem falar no surreal ambiente dos cassinos. Decorações extravagantes – alguns mais luxuosos, outros menos – que abrigam pessoas bebendo, fumando e jogando sem parar naquelas maquininhas luminosas e barulhentas. Bem como nos filmes.

A maioria das pessoas que conheci nos Estados Unidos odeia. Eu adorei. Não sei bem porque adorei, talvez pela minha percepção cinematográfica da coisa toda que sempre me deixou super curiosa por esse lugar. Talvez por culpa de CSI. Só sei que quero voltar.

Dica importante: fique hospedado em alguns dos hotéis/cassinos da Strip Street. É a melhor localização para fazer de tudo sem precisar pegar um carro. Acho o “meinho” onde ficam o Flamingo, Mirage, Bellagio, Paris etc, o mais legal. Se você conseguir programar sua viagem para pegar dias de semana, melhor ainda: os preços das diárias ficam MUITO baratos. Não fiquei lá e me arrependi.

Ah, e não acredite quando concierges de hotéis te disserem que os ingressos para os espetáculos do Cirque du Soleil estão esgotados e eles só conseguiriam te vender a opção mais cara. Ignore e vá até o hotel onde acontecerá o show.

No meu caso, que queria ver LOVE, dos Beatles, fui informada no Flamingo que seria impossível conseguir ingressos, ainda mais pela época de feriados de fim de ano. Já no Mirage, onde aconteceria o espetáculo, logo na entrada recebemos cupons de desconto e conseguimos comprar ingressos por um preço ok (U$88) em um ótimo lugar – só os mais baratos estavam esgotados, isso é verdade. E valeu muito a pena.

O legal é que você pode encontrar espetáculos em Vegas de todos os tipos e para todos os gostos. Só o Cirque de Soleil tem vários com propostas diferentes. Queria ver todos. Fora as apresentações musicais, mágicos, stand up – cheguei na cidade exatamente no último dia de apresentação de Jerry Seinfeld e fiquei arrasada porque não sabia e não fui. Pois essa minha experiência ruim pode virar uma dica importante: pesquise o que acontecerá na cidade na data da sua viagem. Não fiz isso e perdi Seinfeld.

Parando para pensar em toda a viagem, foi em Vegas onde fizemos mais coisas em 24 horas. Foi extremamente cansativo, mas uma grande experiência. Vale muito andar na montanha-russa do New York, New York e apreciar uma incrível vista da cidade da High Roller, que é uma roda gigante com cabines imensas onde você passa meia hora, em câmera lenta, rodando, rodando e rodando. É massa.

Por culpa de CSI, que me mostrou em um dos seus episódios uma perseguição na rua com teto iluminado, fiz questão de passar na Fremont Street, que não fica lá no meio do burburinho, mas é bem interessante. Várias imagens são projetadas acima da sua cabeça nesse lugar que reúne várias lojinhas, bares, restaurantes e cassinos toscos.

Se puder, alguma vez na sua vida, vá até Las Vegas. É uma experiência única, sem dúvida. E cuidado para não perder todo o dinheiro da viagem nos cassinos. A tentação é grande.

No próximo post: Grand Canyon, Flagstaff e a previsão do tempo.

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