Turistas sendo turistas (Foto: Divulgação)

Depois do paraíso de Santa Bárbara, chegamos no inferno das rodovias de Los Angeles. Todo mundo que conheço sempre falou muito mal da cidade por causa do seu trânsito caótico. Minha primeira experiência por lá, há alguns anos, foi rápida e tranquila, afinal, era feriado. Mas dessa vez a impressão da chegada foi terrível.

Você pode estar no centro da cidade e, ao virar para esquerda – ou direta, se preferir -, cair numa rodovia de alta velocidade com pessoas que dirigem feito loucas (até matei a saudade da Avenida Paralela, em Salvador). É como se a cidade toda fosse formada por uma teia das horrendas Marginais (agora a referência foi paulistana).

Isso sem falar nos valores abusivos dos estacionamentos. Encontramos um shopping em downtown e paramos lá por cerca de duas horas. Só porque não lemos direito as placas e não colocamos o carro nos pisos A,B,C de baixo, e sim no J, de cima, pagamos 27 dólares. Por duas horas. Nos pisos de baixo teríamos pago 4. Foi um assalto, à luz do dia, e consentido por nós, famintos e perdidos que não prestamos atenção no diabo da placa.

Portanto, se puder, não dirija por lá. O primeiro dia de passeio foi super tenso por causa das tais rodovias (freeways) que nos levaram até a cidade de Anaheim, há uns 40 minutos de LA, onde fica a Disney. Por causa disso e do cansaço extremo acumulado no dia anterior, largamos o carro no hotel e passamos um dia inteiro usando aqueles ônibus turísticos com visão panorâmica na parte de cima, sabe?  Bem esquema turistão. Eu adoro!

O “Hop-On, Hop-Off” salvou nossa vida. Fomos para Santa Mônica (no famoso píer e parque de diversões, com direito a andar em roda-gigante e montanha-russa), passamos por Beverly Hills, pelo centrão, por Chinatown… de ônibus a cidade me pareceu muito mais interessante.

Nós compramos as passagens de um dia que nos permitiam pegar qualquer ônibus da empresa, em qualquer trajeto, durante 24 horas, em frente ao Chinese Theatre na Hollywood Boulevard.

Para quem não conhece, essa é a rua obrigatória para todo turista: tem a calçada da fama, tem o povo fantasiado para tirar foto (vi um Bob Esponja xavecando – com a voz do personagem – uma ajudante de Papai Noel em trajes ínfimos), tem o lugar onde acontece a cerimônia do Oscar, tem três camisetas por $9,99…

O único momento em que pegamos o carro nesse dia, 24 de dezembro, foi para chegar até a casa dos queridos Salem e Carol, que nos convidaram para jantar. Valeu a pena: noite agradável, comida boa e sem freeways no caminho. Milagre natalino.

No próximo post: dicas para se dar bem na Disneyland e no Zoológico de San Diego.

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