O ano começou e eu lembro disso quando já passou da hora desejar ‘feliz ano novo’. Fiz minha lista de desejos, fui para a praia e me envolvi em vários projetos de uma vez só. Não dei conta, desisti no meio do caminho, surtei um pouquinho e me acalmei, como de costume.

Demorei para escrever aqui. Demorei para escrever em quaquer lugar que não me fosse exigido. Pensei sobre a minha vida, minhas escolhas e a felicidade. Não cheguei à conclusões exatas e tenho cá minhas dúvidas se em algum momento chegarei. Mas o que importa é que o novo ano começou. Com calor, chuva, seca e frio. Com o mundo caótico, também como de costume.

Outro dia minha terapeuta pediu que eu enumerasse minhas qualidades. Dentre as poucas que citei – sim, tenho sérios problemas com auto-elogios – disse que eu não era reacionária. Hoje acho engraçado ter dito isso, e muito assustador precisar dizer isso.

Estamos em 2014 e pessoas são amarradas em postes por justiceiros; pessoas são aconselhadas e não demonstrarem seu amor por outras em ambientes públicos; pessoas continuam menosprezando quem é diferente, em qualquer aspecto, e justificando de forma leviana. E tudo isso é mais que declarado com fotos, vídeos e frases de efeito na esperança de curtidas e aprovação. Pelo menos tem sido cada vez mais fácil, nesse mundo caótico, saber com que tipo de pessoa vale a pena interagir. Afinal nem tudo é sempre tão ruim.

Hoje votei NÃO para a seguinte pergunta da câmara dos deputados: ‘Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?’.  Acho que você deveria clicar aqui e fazer o mesmo.

E hoje também assisti ao momento em que Ellen Page ‘saiu do armário’. Chorei. E recomendo que o mundo assista. E chore. E fique feliz pelo amor. Apenas pelo amor. Feliz Ano Novo.

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