Publicado em Seriados

‘House of Cards’ está de volta!

A política, apesar de necessária para uma ordem social, provoca mais descontentamentos do que sentimentos de admiração. Afinal, impostos são pagos para financiar uma infra-estrutura provedora de segurança, cuidado e conforto para os cidadãos. Quando isso acontece, a obrigação foi cumprida. Quando não, a corrupção e incompetência viram assunto em qualquer mesa de bar.

E a política nada mais é do que um jogo de interesses sendo atendidos ou reprimidos de acordo com a maré que dá as cartas. Políticos declaradamente inimigos posam para fotos trocando afáveis apertos de mãos; deputados sem competência assumem cargos em comissões das quais não possuem a menor tolerância ou sensibilidade para lidar, e absurdos são escancarados pela certeza de que o poder conquistado dificilmente lhes será tirado.

Pois Frank Underwood é a personificação perfeita do que de pior pode acontecer no jogo político – mesmo que seja em uma obra de ficção. ‘House of Cards’ traz em seu título uma bela referência às casas de cartas que construímos com cuidado e facilmente podem ser destruídas por uma corrente de ar. A série, que entrou para a história sendo o primeiro produto desse tipo feito para a internet a ganhar prêmios no conceituado Emmy – o Oscar da TV nos Estados Unidos – voltou com uma segunda temporada surpreendente.

Para continuar lendo, é só ir até o Spoiler..

Anúncios
Publicado em Crise dos 30, Pensamentos

A hora de sair do armário

O ano começou e eu lembro disso quando já passou da hora desejar ‘feliz ano novo’. Fiz minha lista de desejos, fui para a praia e me envolvi em vários projetos de uma vez só. Não dei conta, desisti no meio do caminho, surtei um pouquinho e me acalmei, como de costume.

Demorei para escrever aqui. Demorei para escrever em quaquer lugar que não me fosse exigido. Pensei sobre a minha vida, minhas escolhas e a felicidade. Não cheguei à conclusões exatas e tenho cá minhas dúvidas se em algum momento chegarei. Mas o que importa é que o novo ano começou. Com calor, chuva, seca e frio. Com o mundo caótico, também como de costume.

Outro dia minha terapeuta pediu que eu enumerasse minhas qualidades. Dentre as poucas que citei – sim, tenho sérios problemas com auto-elogios – disse que eu não era reacionária. Hoje acho engraçado ter dito isso, e muito assustador precisar dizer isso.

Estamos em 2014 e pessoas são amarradas em postes por justiceiros; pessoas são aconselhadas e não demonstrarem seu amor por outras em ambientes públicos; pessoas continuam menosprezando quem é diferente, em qualquer aspecto, e justificando de forma leviana. E tudo isso é mais que declarado com fotos, vídeos e frases de efeito na esperança de curtidas e aprovação. Pelo menos tem sido cada vez mais fácil, nesse mundo caótico, saber com que tipo de pessoa vale a pena interagir. Afinal nem tudo é sempre tão ruim.

Hoje votei NÃO para a seguinte pergunta da câmara dos deputados: ‘Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família?’.  Acho que você deveria clicar aqui e fazer o mesmo.

E hoje também assisti ao momento em que Ellen Page ‘saiu do armário’. Chorei. E recomendo que o mundo assista. E chore. E fique feliz pelo amor. Apenas pelo amor. Feliz Ano Novo.