Exorcismo através da TV

Sexta feira fria. Por volta das 18h. Chego em casa após um dia de trabalho. Quero relaxar, deitar na cama, me embrulhar no edredom e assistir novelas. Eis que ligo a TV e, ao invés da programação regular, vejo a transmissão ao vivo de uma encenação religiosa.

Até escrevi algumas linhas aqui com minha opinião sobre a Igreja Católica. Não é uma opinião bonita. Mas às vezes até eu me canso de ficar batendo na mesma tecla e desisti de publicar (prega amor e não aceita o amor de todos? Prega o respeito mas não respeita a decisão de cada um sobre seu corpo? Quem não te respeita sou eu!).

Na verdade, o que tem me chocado mais do que qualquer coisa é a proporção da cobertura da visita do Papa e dessa jornada mundial da juventude.  É sério. Começo a me sentir culpada por não ser beata, preconceituosa e estar enlouquecida atrás de uma batina no Rio de Janeiro.

Mas, evitando ser ofensiva demais e perder minhas muitas razões, copio aqui o link de um texto de Leonardo Sakamato, que eu acho muito coerente em diversos assuntos, e que traduziu perfeitamente meu sentimento atual por essa paixão desenfreada dos jornalistas pelos católicos. Divirtam-se.

Obs 1: O texto foi escrito no dia 20/07. Hoje é dia 26 e tudo só piorou.

Obs 2: A foto de Saramago ilustra esse post porque ele é um lindo exemplo de que ser ateu é muito bacana! :)

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‘Amy Pond’ ficou careca!

“Enquanto a atriz e it-girl brasileira Marina Ruy Barbosa evita raspar a longa cabeleira ruiva que lhe rende bons contratos comerciais – mesmo que sua personagem em ‘Amor à Vida’ tenha câncer, faça quimioterapia e esteja perdendo os cabelos, uma estrela dos seriados mostrou que tem muito mais dedicação à profissão que escolheu.

Karen Gillan, que virou musa nerd quando encarnou “Amy Pond” na quinta e sexta temporada de Doctor Who, surpreendeu muita gente na aparição que fez na Comic-Con 2013 (convenção internacional de quadrinhos, seriados, cinemas, games e tudo o que há de mais bacana na cultura pop).”

Mais no Spoiler. :)

Sou melhor atriz que Marina Ruy Barbosa

Maria Ruy Barbosa

Essa é a mais pura verdade. E eu sou jornalista. Tenho zero de atuação no meu currículo – exceto por peças traumáticas feitas na época de escola ou um vídeo institucional que apresentei há alguns anos onde tive que fazer uma leve canastrice de início. Mas depois do capítulo de Amor à Vida que assisti há pouco tenho certeza que o talento de qualquer um para interpretação deve ser maior do que a da ruiva-adolescente mais falada nos últimos tempos.

Acho, inclusive, que Marina Ruy Barbosa deveria assumir mesmo o status de “it-girl”, “princesa” e “modelo” e largar de mão desse negócio de ser atriz. Hmmm, mas acho que isso não vai acontecer porque é a partir das novelas que surgem os contratos quase milionários com marcas de cosméticos que fazem com que ela se recuse a raspar o cabelo quando sua personagem tem câncer. E não é que agora até Carolina Dieckmann passou a merecer meu respeito?

A cena foi a seguinte: Nicole, que tem a doença em estágio avançado e pouco tempo de vida, passa mal e vai para o hospital. Aí começa a bagaceira: deitada na cama, de olhinhos fechados, começa a balbuciar palavras de um jeito que nem Ferris Bueller (ídolo de Curtindo a Vida Adoidado) cogitaria fazer para enganar os pais e evitar um dia de aula. É sério, muito sério.

Foi amador, foi tosco, foi constrangedor. E ela balbuciava as palavras com pausas dramáticas até que abriu os olhos e começou a fazer cara de louca para pedir que um mocinho dissesse que a amava. Nem a maquiagem ajudou a “coitada”: encheram alguns pedaços de sua boca com base para dar aquele aspecto apagado de doente mas deixaram os cantos rosados. Senti vergonha alheia das boas.

Eu acho mesmo é que Paolla Oliveira deve ter ficado feliz. Acharam alguém pior que ela na trama das 21h.

Harry Potter, Don Draper e Leopold Leopoldovich

Quando vi pela primeira vez o trailer da minissérie “A Young Doctor’s Notebook”– mini mesmo, apenas quatro episódios de 20 minutos cada – com Daniel Radcliffe (o eterno Harry Potter) e John Hamm (Don Draper do seriado Mad Men), achei tudo muito interessante.

A história também prometia: médico recém-formado vai comandar um hospital numa pequena vila russa durante a revolução (por volta de 1917) e que conversa com seu “eu” do futuro. Isso mesmo, “Harry” e “Don” interpretam a mesma pessoa com idades diferentes.

Infelizmente, o trailer é melhor do que os 80 minutos totais dessa primeira temporada. O primeiro episódio é bom, mistura um humor pesado, personagens esquisitos, clima inóspito e uma interpretação correta dos protagonistas.

Para continuar lendo, é só ir até o Spoiler…

Quer comprar no Brás? Me siga!

Até Becky Bloom gostaria de ir no Brás
Até Becky Bloom gostaria de ir no Brás

Foco é tudo na vida. Principalmente se você vai fazer compras na José Paulino, Brás ou em qualquer centro de cidade com uma grande concentração de lojas que vendem produtos muito parecidos e baratos.

Pois bem, dia desses procurei na internet dicas sobre lugares bacanas com roupas bonitas e de boa qualidade no Brás onde, desde que mudei para São Paulo em 2008, nunca tinha ido – minto, fui apenas uma vez com o meu pai logo nos meus primeiros meses aqui mas passamos longe das roupas: fomos até a Rua do Gasômetro (acho que é esse o nome) onde é possível encontrar vários móveis feitos de madeira. Fui atrás de bancos e encontrei.

Mas voltando ao ponto principal do meu texto, não sei bem porque, sempre fui na Zé Paulino, tanto para comprar minhas coisas quanto para levar as amigas turistas-sacoleiras. O engraçado é que lá, perto da Estação da Luz, eu só me interessava por uma única loja, a Mercatto. Nela eu encontrava uns vestidinhos e blusas diferentes e com precinhos camaradas.

Então um dia desses, procurando as tais dicas na internet para passar para o namorado e a tia gaúcha que estavam lá e não sabiam por onde começar, não encontrei nada muito eficiente. Então resolvi dar minha contribuição para todos e todas que não se importam de encarar uma pequena multidão e não ter um provador para chamar de seu na hora de fazer compras.

Silva Teles e Marcolina. Gravem, anotem e nunca esqueçam esses nomes meus queridos. São as ruas – mais tranquilas – que concentram a maior quantidade de lojas com peças que valem a pena no Brás. Infelizmente o serviço não será completo porque não lembrei de anotar o nome de nenhuma loja que gostei, mas assim talvez até seja melhor porque são muitas e com muitas coisas que podem agradar a vários gostos diferentes, vocês não precisam se guiar só pelo meu. Mas garanto que indo por esse caminho você não se perde tanto no mar de gente e de ofertas ruins com produtos mal acabados e não atinge rapidamente um nível de irritação tal que te fará voltar para casa com a sacola vazia e o saco cheio.

Para quem não sabe, você dificilmente conseguirá experimentar as peças que pretende comprar; no máximo blusas e casacos se estiver usando uma roupa mais justinha e puder colocar por cima, mas nem todas as lojas permitem isso. E por lá se vende muito por atacado com preços muito bons – acima de 6 peças. Para o varejo – compras individuais – o preço sobe um pouco. Portanto, vale ir com as amigas. Mas, em algumas lojas, deixando claro que eu não compraria tanto, consegui liberação do preço baixo em uma peça só. Quem me conhece sabe que sou péssima de negociações e pechinchas. Sim, eu nasci para ser dona de uma fortuna sem fim.

E agora vem o melhor de tudo: depois da felicidade extrema pelas comprinhas legais, você ainda pode se deliciar com duas das melhores esfirras (ou esfihas para quem preferir) de São Paulo: O Rei das Esfihas (Rua Doutor Ornelas, 58, Pari) e a Casa Líbano (Rua Barão de Ladário, 831, Pari).

O Rei das Esfihas segue o estilo botecão com preços muito bons e uma imensa e deliciosa esfiha de carne com queijo – que não tem no cardápio mas quando pedi fizeram. Já a Casa Líbano é restaurante, com preços mais salgados, mas também nada absurdo. É gostoso, tem rodízio e sua esfiha de queijo com carne também é dos deuses.

Comprar bem, comer bem e gastar pouco. Quer coisa melhor?

E como eu sou muito gente boa, segue um mapinha mostrando como sair do metrô e chegar na Silva Teles – no caminho, você encontra a Marcolina!