Marta Suplicy em foto de José Cruz/Abr

 

E foi assim: Marta ficou “tristinha” porque não foi a candidata escolhida pelo partido para concorrer à prefeitura de São Paulo em 2012. Até que conversou com Dilma, a presidenta. Acalmou e um tempo depois estava participando de passeios com o escolhido, Haddad, acenando, mandando beijinhos e tirando fotos pela Zona Leste.

Até que descobrimos o motivo e tanta simpatia e colaboração: Ana de Hollanda, a irmã de Chico, que fez muitos inimigos enquanto Ministra da Cultura foi demitida. E aí, qual foi a indicação da presidenta para ocupar o cargo? Quem? Quem? Mamãe Supla.

E pela primeira vez na vida esta que vos fala, que nunca entendeu absolutamente nada do assunto, percebeu o processo de uma jogada política. Superficialmente, claro, porque tenho a certeza que muitas outras combinações foram feitas para que isso acontecesse.

O que sei, de forma tristemente cética, é que é assim que funciona. Assim como Russomanno fez pacto com Edir Macedo. Lula com Maluf. E Serra, bem, Serra nem precisa fazer pacto com nenhum demônio para ter toda a minha antipatia. Isso só em São Paulo. Em Salvador temos ACM Neto (a.k.a Grampinho), Pelegrino (mais queimado que bomba de São João por conta do terrível governo petista de Jaques Wagner) e Mário Kértesz, que está na mesma categoria de Serra.

E eu, que muitas vezes respirei aliviada por não termos Republicanos nessa América de baixo – apesar de ter medo do que uma possível vitória na presidência da América de cima possa trazer de desgraças para o mundo – me vejo com a sensação de que tudo não passa de um jogo do qual nunca compreendi quais eram as regras.

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